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25.10.10

caretas.





Esticar os lábios, arregalar os olhos,  arreganhar a boca e mostrar logo os dentes, franzir a testa, inflar as bochechas, causar um sorriso, um espanto, uma vontade de imitar. Essas são algumas das características de uma boa careta.  A exposição trás o foco da liberdade, da falta de vergonha, da mistura de sentimentos, da careta que passa a ser engraçada, do engraçado que passa ser estranho, do estranho que se torna um incômodo visual. Apenas caretas?  Não, mas também sentidos, sensações, sentimentos, emoções, tudo que deixamos transparecer através do nosso rosto, a cara fechada, o sorriso aberto, tudo isso se torna careta quando o ser passa a se sentir livre de olhares, se deixa levar por pequenas e grandes coisas, começa a observar as miudezas, os detalhes..."

texto: Júlia Meireles com colaboração de Daniel Nogueira

24.10.10

cara.







esticar os desejos, relaxar os músculos, espantar os limites, aliviar as tensões, guardar a vergonha, ficar feio ou bonito, arregalar os olhos, movimentar os lábios, suspender as sobrancelhas, dança facil, careta.

16.10.10

no ar.




eu só queria um dedo de prosa, um acordo, uma careta.

12.10.10

...

todo o meu soluço vem antes de um susto.

20.9.10

reza.

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óh, minha mãe Janaína
proteja os pescadores,
dê boa voz pros cantores
pra cantar as cirandas
e os maracatus,
também frevos pulantes que animam os carnavais
e as canções dos amantes com som de ternura e paz

verão.



saudade daquele verão.
água gelada de um mar azul.

12.9.10

sonoras.

posso escutar todas as ondas que me fazem seguir, sons que flutuam entre os meus ouvidos mal afiados, bem encantados, viciados.

26.8.10

aprendendo.




as coisas novas vão surgindo, eu já esperava, andando pelos quatro cantos do meu mundo de portas e janelas abertas. as coisa são transparentes ou não, são saborosas ou não, delicados acontecimentos refrigeram meu deserto, florescem meus amores sem nome e minha agenda de lembranças. tenho coisas pra contar, uns dias bons, uns dias ruins, os espirros de doenças mal curadas...
amanhã tudo pode mudar outra vez, nos meus atropelos de palavras sem fim, minha mania de nunca dizer não, meu desespero, meu medo de ser.

vou seguindo e aprendendo a viver.

14.8.10

processo.


tenho medo dos meus pensamentos, medo das minhas saudades. quando sinto, quando penso logo mergulho em uma banheira de gelo, congelo qualquer lembrança. evito os caminhos, os mesmo lugares, evito respirar do mesmo vento, invento, sempre em movimento busco os outros, o resto, algo mais. busco um caminho pra deixar o passado virar passado.

11.8.10

eu vou, enquanto o tempo passa..

trocando as pernas por um passo de dança, pensando no futuro, dias mais corridos que os de agora, pensando nos filhos que posso ter e como seria, ser mãe. seria.
gosto dos meus cabelos, gosto do cabelo dos outros, gosto do meu gingado de pensamentos atropelados, gosto de gostar e gosto de não gostar da menina que fala alto demais pra todo mundo ouvir.