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1.6.11

sonho.

nem todo sonho é sonho toda hora, tem sonho que demora, tem sonho que realiza ou desliza..
de olhos bem abertos os sonhos passam pelas ventas.
nem todo sonho sonhado será seu, ou meu, nem todo sonho é leve como ventania, nem suspira quando acorda. 
tem sonho pra toda a vida, tem sonho de uma hora, tem sonho que vira desejo, tem sonho que vira dor.
 sonho e acordo, acordo pra dormir, e assim como sempre, mais um dia. 



23.5.11

vida bamba.



Escolhi o caminho errado, as flores erradas, sonhei com o príncipe errado, dei de graça meus olhos e meu coração, deitei e sonhei com o samba manso de passos lentos do homem de chapéu, deixei de ser, deixei estar, estou.
Estou aqui, ali, escutando você falar, o outro falar, os problemas são muitos a novela sempre a mesma, vou vendo e sobrevivendo, vou contando o tempo como se o tempo me contasse o que ainda tem por vir. Os dias leves sempre voltam, os dias firmes nunca vem.
de mãos dadas vou seguindo, rezando, vigiando.

27.4.11

vi-vendo.


afogando pensamentos em turbulências sonoras, flutuando entre sentimentos sentidos.

18.4.11

antes você não imaginava.


17.4.11

o tempo passa.

26 corações.
26 amores.
26 vidas, noites, ondas, espirros.
26 dúvidas, reais, sonrisais.
26 beijos e abraços.
26 laços bem dados.
26 musicas pra dormir.
26 sorrisos, avisos.
26 minutos a mais pra dormir.
26 aulas.
26.

10.4.11

"instantes eternos"

o verão passou e com ele muita coisa aconteceu, senti as ondas do mar molhando meus pés, vi o sol ir e vir e durante esse tempo construi.
transformei a vontade em verdade, ensinei, sorri, chorei.
agora o outono chegou, ando com os pés cansados, o trabalho é duro, mas me faz bem. tenho as mãos mais velhas e vários pensamentos novos.
e que o vento vire ventania em meus ouvidos, e que eu possa juntar as folhas todos os dias e escutar as musicas que nunca escutei, que todos os dias sejam longos e prontos e que os chatos passem rápido.
quem sabe um amor, uma dor, uma flor, quem sabe a vida continue mudando e assim eu espero com o coração feliz o meu próximo encontro com o mar.


20.2.11

verão.

faz calor nessas terras, tento de todas as formas refrescar meus pensamentos.
um vento, um sopro abanando as ideias.
penso e anoto as tarefas que ainda restam, um doce, as formigas, o caminho.
a água gelada deixa o calor mais brando.
o sol vai indo e na varanda tomo uma brisa esperando o novo dia chegar.

6.2.11

transformação.



formas, em forma, formatando.
linhas, curvas, padronizando.
vou começar a procurar.

17.1.11

malas.




vivo vendo e vivendo, vivo de olhos abertos e vendados quando convém.
trem sem tempo nem hora, minutos prontos pra atrasar, amizades tortas de momentos complexos.
abraços sorridentes de corações delicados, suavidade e tranquilidade em um aperto de mão qualquer.
um samba que chora suas lágrimas mais profundas, uma batida que sossega meu ventre.
depois de tudo vou ver o mar, vou dançar nas ondas de iemanjá.
refrescar meus pés antes que o dia vire noite e eu não consiga ver onde termina o mar.
aqui vou deixando meus pensamentos suspensos, vou contando os passos sem grandes objetivos, mas com muitas vontades.

13.1.11

sonante.



 queria viver dentro de uma canção, batidas sussurrando, corações desacordados, amores abandonados.
acordes discordando dos assuntos, instantes neutralizados por palavras cantadas.
transporte gratuito, rabiscos, grafites, dinheiro, conjunto de contos e energias sonoras.
a espera do refrão como se fosse a ultima vez, repetir pra ter certeza, desfazer impactos intactos.