reparando as mudanças nos detalhes de um corpo pouco notado nos últimos tempos. agora se espelha com mais alegria..
29.10.11
10.10.11
cristalizando respostas.
e os pensamentos que ninguém entende?
e aquilo que não falo pra não deixar entender?
e as palavras soltas que solto no lugar mais alto do morro?
e o estômago que gela e esquenta?
e por que tantas perguntas?
18.9.11
primeiramente.
Look - Raphael Ribeiro
A delicadeza moderna, de tão leve flutuava. Primavera que chegava em recortes e hastes metálicas, modernização dos sentidos, evolução através de referências.
Referindo-se à aquilo ou isso, mal posso esperar o próximo espetáculo.
Quem me dera aquela saia de curvas, quem me dera aquelas flores, quem me dera aqueles olhos cor de rosa, quem me dera cabelos que sentem o vento da manhã.
"Quem te dera"? Qual é o seu parecer? O dele é bem definido, em soluções, emoções e criatividade, atividade em tempo contado. Não se discute a emoção.
4.9.11
relato o ato - Raphael Ribeiro
(18:00) o relógio da minha cidade urbana entra em alerta, as cores que definem nosso humor vem dos carros que ladrilham nossas vias.
vigiando ele observa os movimentos e as necessidades motoras.
motores, vento, calor, chuva que não molha o corpo da moça.
sacolas, saco, reaproveitando eu me protejo.
vem branca, volta vermelha e o movimento é constante.
rápido assim ele se organiza, costura pensamentos antes que evaporem no ar, cata e guarda em potes de lembranças, registra sentimentos grafando tecidos que contam os momentos quase esquecidos pelo tempo.
ele veste nossos braços e pernas com suas travessuras urbanas.
23.8.11
pensa-mentos.
o ar era mais úmido, mas os pensamentos eram os mesmos...
pensamentos afoitos, preocupados em colocar a vida nos eixos...
o céu e o sol eram a razão do dia, e mesmo assim os pensamentos assustados ainda estavam por lá...
agora com boa reza me livro deles, deito sem eles, agora com essa cura me apego em meu anjo da guarda e guardo só os bons pensamentos, sigo leve na medida das possibilidades, sigo viva pra não morrer.
7.8.11
pé no ar.
laços,
mala,
dengos,
sonhos,
vontades,
mar cor do céu,
alívio,
esquecimento,
planos,
igreja,
fita,
saia rodada,
cocada,
agosto.
18.7.11
atropelando o sentido.
muito mais sonhos do que sonecas,
muitos amores imaginários,
canções feitas de abraços, laços, vidas.
agosto de mares e ventanias, agosto de sol e alegrias,
agosto de silêncio na rede da varanda.
mar, mar de léguas vezes sete,
mar de beijos e abraços,
deitada sobre minhas soluções sonoras,
remédio de acordes afinados.
mais umas palavras sem lenço, nem documento.
latinidades inclusas.
13.7.11
rabiola.
julho e os papagaios,
pipas flutuando no ar,
ventania de pensamentos em forma de sacolas plásticas,
as férias dos meninos correm pelas ruas,
se minhas férias corressem assim, eu iria para Marte.
1.6.11
sonho.
nem todo sonho é sonho toda hora, tem sonho que demora, tem sonho que realiza ou desliza..
de olhos bem abertos os sonhos passam pelas ventas.
nem todo sonho sonhado será seu, ou meu, nem todo sonho é leve como ventania, nem suspira quando acorda.
tem sonho pra toda a vida, tem sonho de uma hora, tem sonho que vira desejo, tem sonho que vira dor.
sonho e acordo, acordo pra dormir, e assim como sempre, mais um dia.
23.5.11
vida bamba.
Escolhi o caminho errado, as flores erradas, sonhei com o príncipe errado, dei de graça meus olhos e meu coração, deitei e sonhei com o samba manso de passos lentos do homem de chapéu, deixei de ser, deixei estar, estou.
Estou aqui, ali, escutando você falar, o outro falar, os problemas são muitos a novela sempre a mesma, vou vendo e sobrevivendo, vou contando o tempo como se o tempo me contasse o que ainda tem por vir. Os dias leves sempre voltam, os dias firmes nunca vem.
de mãos dadas vou seguindo, rezando, vigiando.
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